terça-feira, 2 de junho de 2009


Todos temos uma estante esculhambada dentro de nós
(na melhor das hipóteses, só dentro...heheh) talvez por isso digam que quando organizamos nossos objetos pessoais estamos nos organizando internamente...Bom, eu resolvi por tudo aqui e mostrar a minha desordem de pensamentos!Se alguém estiver afim de se confundir um pouco ou quem sabe até dar umas dicas para esse caos, fique à vontade, entre, sente e tome um cafézinho!



Parte I

Dobrei a esquina e logo avistei a placa da pensão onde deveria instalar-me e ficar morando nos próximos meses. Um prédio muito antigo, talvez centenário. Com uma pintura recente de cor amarela.
Entrei, subi dois lances de escada e toquei a campainha. Esperei. Quando já estava prestes a desistir e procurar outro lugar para ficar, a porta se abriu. Uma senhora com o cabelo grosseiramente pintado de loiro me recebeu e conduziu até o quarto.
Em frente à porta ela entregou-me a chave e sumiu. Entrei, e embora imperasse o silêncio nos corredores, preferi fechar a porta para ficar mais a vontade.
Sentei-me na cama para tirar o calçado. Percebi que ela estava totalmente trabalhada pelos cupins, o que lhe causava um leve balançar, dando a impressão de que poderia se desfazer e cair no chão a qualquer momento.
Recostei-me na cama e espichei o olhar para o restante do quarto, constatei que a mobília, o forro, o assoalho e toda a madeira que o compunha estava na mesma condição.
Estava tão cansada da viagem que adormeci por algumas horas. Quando acordei já era noite e pela janela entrava um vento suave. Deixei que levasse meus pensamentos...
Por mais que me esforçasse em imaginar, não poderia saber o rumo dos acontecimentos em minha vida dali em diante. Podia sentir meu corpo todo vivo, intenso, à espera do que lhe poderia acontecer. Como uma adolescente que ansiosamente espera o primeiro beijo do seu amado, eu deitada na cama, poderia ver, espalhados pelo quarto, meus pensamentos que o vento conduzira.
Carregava comigo apenas uma certeza, a de que depois de cruzada a porta de entrada, um pouco de mim ficaria do lado de fora. E outro pouco encontraria lá dentro daquela casa antiga.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo - São Paulo, maio de 2008


terça-feira, 22 de abril de 2008

O Devaneio do Bolo

Eu estava aqui pensando...que vivenciar um processo criativo é mais ou menos como preparar um bolo, uma bela torta de chocolate...explico:

Primeiro você junta os ingredientes: pessoas, espaço de trabalho, talento, financiamento, integração, técnica, convicção, muito trabalho, escolhas, materiais, disponibilidade, tempo, paciência, produção, persistência, algumas lágrimas de inquietação, inquietação por si só, conhecimento, às vezes brigas... Cada um pode acrescentar milhares de ingredientes, todos eles com a sua porcentagem de importância.

Mistura tudo bem misturado, a ponto de não identificar mais o que é uma coisa, o que é outra. Coloca no forno. Espera... espera. Recheia, embeleza. Oferece.

Você fica ansioso pra saber se ficou saboroso. Mas precisa que alguém o diga, afinal de contas, a sua opinião já não vale mais, porque tendo visto tudo desde o começo - sentindo o perfume de todos aqueles ingredientes, e possivelmente colocado o dedo pra ver se estava no ponto - você já não possui mais uma opinião neutra.

E uma coisa é certa, depois que vai ao forno, não depende mais de você!

E é nesta hora que devo dizer que a receita é um mero roteiro, você pode segui-la à risca, colocar tudo na pitada exata, e mesmo assim, às vezes não dá certo. A menos que seja aqueles bolos instantâneos...que não tem, nem de longe, o mesmo sabor e qualidade de um feito em casa...

Mas para finalizar, quem vai dar realmente o veredicto, será quem comer uma fatia. E se estiver bom, você verá nos olhos da pessoa!


Eu espero que nem todos concordem com esse devaneio, senão ficarei desconfiada...rsrsrs


um abraço,

Roberta

Porto Alege, 20. abril. 2008


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Oigalê


Cartaz da peça - arte: Vera Parenza

sábado, 12 de abril de 2008

Oigalê - Teatro de Rua

Jurema em

MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS





Para além do amor e do teatro (poesia)

O que temos em nossas mãos
O que espera por ser transformado
Tudo o que pode ser construído
Tudo de bom que já existe!
Quantos olhares nos seguem
Tímidos
Curiosos
Que interagem
Que mesmo tímidos querem ser olhados
Quantas pessoas cabem numa roda?
Quantas pessoas levam na memória ou no coração
Fragmentos do que preparamos, estudamos, ensaiamos...pedaços de nós
Construímos uma paixão relâmpago, que brota em 50 minutos!
Vou transformar meu coração uma sacola
Pra carregar comigo todos esses olhos
Que por minutos fazem meu sangue correr mais forte dentro das veias!

Roberta Darkiewicz
Porto Alegre
Abril/2008


terça-feira, 8 de abril de 2008

Foto 14


Arte na escola

Em geral o primeiro contato que um indivíduo tem com a arte acontece na escola. Nesse âmbito não há o objetivo de formar artistas ou descobrir talentos, mas sim desenvolver as capacidades expressivas dos alunos. Pois uma pessoa que se expressa bem tem muito mais fluência no grupo social em que atua. Além disso, a arte reflete os acontecimentos da sociedade. É como um espelho. Um processo artístico está intimamente vinculado a um processo histórico. Como disse Bertold Brecht, dramaturgo alemão do século XX, “o mundo não é linear, há que se criar um teatro que dê conta do mundo”. Artistas são pessoas lúcidas que observam, conhecem e traduzem criativamente o contexto no qual vivem.

Na escola o aluno tem a oportunidade de conhecer a produção artística da humanidade (ou o que é possível conhecer num período letivo) e isso contribui para a construção da sua bagagem cultural. Eis a importância de se construir uma boa experiência na escola. Pois a primeira será lembrada durante um bom tempo pelo aluno, em muitos casos será a única que ele terá em toda a sua vida. E é a partir da experiência motivadora na sala de aula que o indivíduo cria o hábito de apreciar arte.

É certo que para se fazer um trabalho de qualidade também se faz necessária uma estrutura mínima que muitas vezes as escolas não possuem. Então estamos falando também das demais disciplinas, não somente de artes. Esta estrutura envolve um espaço físico adequado, materiais adequados e um fator muito relevante: a quantidade de alunos por professor.

Nas oportunidades que tive de trabalhar com teatro em sala de aula era preciso arredar as classes e cadeiras - o que tomava um tempo precioso da aula – e empilhá-las num canto para podermos ocupar o restante da sala; Pouco espaço para muitos alunos. Situações como esta relegam tanto a arte a um menor nível de importância dentro do currículo escolar, como a própria aprendizagem dos alunos.

Contudo, tenho certeza de que a escola é um terreno fértil e que a arte tem muito a contribuir. Creio que a tendência é melhorar, pois a arte na escola tem sido foco de muitos debates no Brasil e, sobretudo porque muitas pessoas trabalham de verdade para que a arte consolide seu espaço de atuação no meio escolar e na formação de indivíduos.

Roberta Darkiewicz
Montenegro
26.10.2007

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Foto 13

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Foto 12



Foto 11

Foto 10

Foto 9

Foto 8

Foto 7

O não - lugar

Lugar de ensaio Lugar de criar De construir De sonhar acordado De fazer De produzir De amar De dividir De conhecer Dar e receber Soltar amarras Ser feliz Ser...definitivamente...não lugar!



Lugar de bagunça das coisas e organização das idéias

Foto 4

Foto 3

Foto 2

Foto 1